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Rumo ao Norte

14 de março de 2012



Cheguei em Varberg após algumas horas de Balsa. Estava bastante frio e havia ainda bastante neve daquele lado (ao que parece não nevara na Dinamarca). Após alguns minutos fui resgatado daquela noite fria pelo Jim e pela Bella, um casal muito legal que me acolheria naquela noite.

Antes de seguirmos para sua casa, os acompanhei ao supermercado, um lugar que é sempre interessante ir, pode se aprender muito sobre a cultura local vendo-os fazer compras.

Em casa, ficamos de papo por várias horas e também durante um delicioso jantar feito pela Bella. Descobri que o Jim era engenheiro de segurança em uma usina nuclear, usou o Homer Simpson para exemplificar.

Já no dia seguinte segui viagem para Oslo, mas aproveitei a parada obrigatória em Gothemburg para dar uma passada no Shopping e encontrar a Sofie em mais um protesto, que ficou muito, muito feliz em me ver, é impressionante a energia positiva que ela tem. Infelizmente nosso encontro seria bastante curto, pois meu ônibus com destino a Oslo sairia em alguns minutos, deu apenas tempo de dar um abraço sintetizar as novidades e nos despedir, antes de seguir para a rodoviária deu tempo para mais um par de Semlas.

Chegando em Oslo, segui para a casa da Ingvild, do CouchSurfing. Deu um pouco de trabalho para desvendar o mistério da numeração das ruas da Noruega, mas chegando lá: Uau, que casa linda, parecia que tinha saído diretamente de um desses contos infantis. Com um jardim todo branco pelos 30 cm de neve, árvores desfolhadas pelo inverno e pinheiros enormes tudo isso sob a penumbra de uma iluminação ineficaz, porém charmosa.

A foto de dia ficou uma merda

Chegando lá, fui recebido pela Ingvild, um tipo raro de pessoa. A primeira coisa que chama a atenção nela é a sua altura, ela era maior do que eu. Em segundo lugar sua atitude frente à vida: uma batalhadora, aventureira e uma pessoa feliz. Suas viagens são nada menos do que inspiradoras, ela já esteve nos cinco continentes e não foi apenas por uma pequena temporada. Junto dela, estava uma amiga Sueca, muito divertida e que tinha uma conexão especial com a Ingvild que as deixavam na mesma sintonia.

Ingvild no Malawi (roubei a foto dela no CouchSurfing)

Rolou uma festa com o pessoal do CouchSurfing que morava em Oslo, conheci desta forma um monte de gente legal e inspiradora que nos acompanharam para uma noite de festa. Começamos em um Bar no centro de Oslo, e nosso grupo se separou, algumas das pessoas eram menores de 18 anos e não puderam entrar.

A diversão aumentava conforme subia o grau alcoólico da Ingvild e eu, como seu hóspede, tive que tomar a posição de seu guardião, tentando me divertir enquanto mantinha um olho sempre na direção dela. Fomos a um bar brasileiro, muita animação e músicas que eu conhecia, com alguns brasileiros inclusive para matar a saudade do meu português.

A amiga sueca da Ingvild desapareceu acompanhada por um antigo “amigo”, mas eu e a Ingvild não estávamos sós. O tempo foi passando, e com isso chegou a hora de ir. Paramos primeiro em uma loja de departamento, a Ingvild resolveu levar algumas pizzas congeladas, mas se recusava a pagá-las, ela queria roubá-las! Eu na convenci do contrário, e seguimos o caminho. Apareceu um cara, conhecido dos outros, com uma atitude muito esquisita em cima da Ingvild, veio abraçando-a, mesmo que sua altura mal chegava aos ombros dela, tentando convencê-la de ir com ele para a casa dele. Ela não estava em condições de tomar uma decisão daquelas, e a reação dela e dos outros não parecia sugerir que ela estivesse interessada, e como o cara estava muito esquisito e agressivo em cima dela, eu, como seu guardião acidental, resolvi intervir puxando-o para longe dela. Ele protestou agressivo, mas peitei-o dizendo: Ela NÃO vai contigo! Na hora pensei que ia rolar uma briga, mas ele foi embora. Acho que o intimidei com a minha barba Viking.

Antes de ir para casa, a Ingvild apresentou evidente melhora após um lanche no McDonalds. Tomamos um taxi cum um amigo que também ficaria hospedado conosco, ficamos os três de papo bebendo água até não haver qualquer evidência de embriaguez entre nós.

Fiquei mais dois dias nos quais não fiz muito, exceto por uma caminhada em Oslo que não teve nada de especial, exceto por um Kebab e uma caminhada no cemitério perto da casa da Ingvild, uma incrível paisagem que me fazia sentir em um mundo em preto e branco. Perdi também a oportunidade de ter ido esquiar com ela, já que perdi sua ligação no celular que ficou em casa.



Na manhã do dia 31 saí de casa cedo, e quase perdi o meu avião, uma vez que pelos cálculos da Ingvild, a viagem até o aeroporto levaria apenas uma hora, mas isso considerando alguém que sabia aonde ir, o que não era exatamente o meu caso, desta forma tive que correr e muito para pegar o avião nos últimos minutos. Destino: Harstad, 200 km acima do círculo polar ártico.

Os dois lados de Berlim

16 de fevereiro de 2012


Conheci o Konrad através do Mitfahrgelegenheit, aquele site para divisão de despesas de gasolina para a viagem entre Dortmund e Berlin. Ele viveu a maioria de sua vida no Equador e preferia falar espanhol a inglês (e mesmo alemão). Era o tipo de cara que curte aproveitar a vida e era muito gente boa. O que era para apenas ser uma carona acabou esticando para uma hospedagem em sua casa.

Ele tinha algo para fazer naquela noite e depois planejava encontrar um amigo num bar, encontro no qual eu seria bem vindo. Neste ínterim, aproveitei para fazer algum passeio na cidade. Ele me deixou em frente ao Reichstag, o parlamento alemão, um prédio com um significado histórico imenso. Aliás, tudo em Berlim tem grande significado histórico, é uma cidade onde a história do mundo moderno foi definida e cada detalhe serve para lembrar do terror, desgraça, esperança e alegria pela qual aquela cidade e o povo alemão sofreu durante o século 20.


Reichstag


O Portão de Brandemburgo

De lá caminhei para o Portão de Brandemburgo, uma construção monumental que abre o caminho para a avenida Unter den Linden (Por baixo das Tílias), a rua principal de Berlim e que carrega esse nome pois por anos haviam árvores de Tílias plantadas naquele local, na segunda guerra mundial, todas elas foram cortadas e só foram replantadas na década de 50.

De lá, segui para o bar onde encontraria o Konrad, tomamos algumas cervejas e seguimos, para uma balada. A noite foi divertidíssima e deu para sentir o porquê de todos os alemães que conheci dizerem que Berlim é a cidade mais divertida da Alemanha. Conheci vários brasileiros que estavam à passeio, e quando digo vários é porque eram vários mesmo, tipo uns 10 e não estavam juntos, é o Brasil dominando o mundo. Em especial conheci a Nara uma mineira louca viajando a Berlim com uma amiga e com quem dei muitas risadas.




No dia seguinte saí para comer com o Konrad e despedi-me dele para encontrar a Debbie em um encontro do CouchSurfing. Foi o primeiro encontro que participei, e não gostei. Era uma povo bastante negativo que apenas ficava lá falando mal de pessoas que eu não conhecia. E isso refletia a personalidade da Debbie, uma pessoa que eu senti antipatia imediata, são raras as pessoas que isso acontece.

No dia seguinte eu resolvi sair para conhecer mais de Berlin, e a Debbie resolveu vir comigo...
Fomos ao museu Topographie des Terror, o nome por si só já diz muito do que encontrei por lá. Uma rica e completa documentação sobre a escalada do Nazismo ao poder que mostra que no final das contas o povo alemão foi uma das principais vítimas do nazismo, afinal, muito antes da Kristalnacht, quando se iniciou a perseguição aos judeus, muitos alemães contrários ao regime foram perseguidos e mortos.


Antigas paredes do prédio central da SS


Ainda encontramos a placa de aviso que se está passando pela "fronteira"

Existem "soldados" americanos e russos para divertir os turistas


Quando andamos por Berlim, em vários momentos nos deparamos com um detalhe diferente no calçamento e que se estende por quase toda a cidade. Trata-se da marca deixada para se lembrar do Muro de Berlim, construído pelos soviéticos para evitar a constante onda migratória do lado oriental (comunista)de Berlim para o lado ocidental (capitalista), isso ocorria pois o lado capitalista oferecia melhores condições de vida e salário, assim, muitas pessoas iam de um lado para outro da cidade até que os soviéticos resolveram construir um muro separando-os.



O Muro finalmente veio abaixo com a queda da União Soviética, podendo-se encontrar trechos do muro espalhados pela cidade, o maior deles é a East Galery, onde artistas do mundo inteiro decoraram o muro com pinturas fantásticas.




Encontrei-me com a Debbie em seu apartamento mais tarde, de onde sairíamos para uma noitada, ela convidou a Justine, uma francesa muito bonitinha (como todas as francesas) que estava hospedada no quarto ao lado. A Justine, inicialmente disse não, mas eu intervi e ela se compadeceu aceitando o convite, de fato, eu não estava a fim de ir sozinho com a Debbie.

Fomos inicialmente a um bar junto com alguns amigos da Debbie, o que incluía duas brasileiras (brasileiros dominando o mundo). A noite foi bastante tranquila até aparecer um cara (pela cara de origem turca), bêbado que convidou-nos para uma partida de Pebolim, joguei uma e cansei, em seguida a Justine foi fazer dupla com esse cara e em determinado momento ele deu um tapa na bunda dela, o que a deixou muito puta. Mais tarde o cara resolveu ficar na nossa mesa, e deixando a todos muito incomodados, até chegar ao ponto onde pediram para ele ir embora e eu ao tentar falar com ele, ele me ameaçou de dar um soco, do nada. Depois dessa, ele foi embora, cuspindo na mesa para despedir-se. A noite continuou tranquila, fiquei trocando várias experiências com a Justine, que morava na Turquia e estava na Europa apenas para renovar o visto.

No dia seguinte, mudei de casa, desta vez fui hospedado pela Eva, uma francesa que vivia em Berlim com suas duas filhas e estava naquele momento sendo visitada pelo marido que vivia em Paris. O mais interessante é que a Eva falava português fluentemente, e eu adoro falar português com estrangeiros. Fomos naquela tarde a um museu Gemäldegelerie, que valeu a visita pela obra Amor Vincit Omnia (O amor conquista tudo) de Caravaggio.



No dia seguinte segui a indicação da Eva e fui a um museu que contava a história de Berlim com um destaque todo especial para o período de guerra e o pós guerra, quando o muro foi construído. O ápice do museu é uma visita a um Bunker construído durante a guerra fria para abrigar milhares de pessoas em caso de um ataque nuclear. Toda a iluminação do local é eficiente em transmitir toda a angústia e medo em ficar confinado em um ambiente subterrâneo.









De lá, despedi-me da Eva e de sua família e segui para a estação Messe Nord, de onde saia o carro, novamente pelo Mitfahrgelegenheit para Lübeck.

Viena, paraíso da música, inferno para caronas!

31 de janeiro de 2012


A Elisabeth deixou-me em algum lugar nas proximidades de Salzburg, a cidade conhecida por ser o lugar de nascimento de Mozart, além de ser a quarta maior cidade da Áustria.

Acontece que o lugar que ela me deixou era muito ruim. Fiquei lá por umas duas horas até conseguir a primeira carona. Era um grupo de homens indo para Salzburg, haviam passado por lá duas vezes, ficaram com pena de mim e resolveram parar na segunda vez para me deixar em um lugar melhor para conseguir caronas.

O lugar era bem de frente a um McDonalds, assim, aproveitei para fazer um lanche, e usar o Wi-Fi deles. Aliás, na Europa, todos os McDonals possuem Wi-Fi gratuito, mais um motivo para estar sempre por lá.
Fiquei alguns minutos em uma saída bastante movimentada para Viena e poucos minutos depois parou uma senhora muito simpática mas que morava a apenas alguns quilômetros de onde estávamos, mas dizia que iria me levar a um lugar melhor ainda, um posto de serviço. Antes disso, demos uma volta no lago que banhava a sua cidade, um lugar muito bonito.


O posto era gigante, ótimo, boas chances de conseguir algo. Fiquei por lá por alguns minutos até parar um francês que estava lá a trabalho e poderia me levar uns 40 quilômetros. O cara era muito legal e desviou-se alguns quilômetros de seu caminho para me deixar em um posto, além de ter me dados várias dicas de como enfrentar o frio.

Demorou para conseguir a próxima carona, demorou muito, muito. Fiquei naquele posto por umas cinco horas a uma temperatura que variava entre 2 e 3 graus. Minha estratégia para enfrentar o frio era ficar do lado de fora até que não aguentasse mais, quando esse momento chegava, ia para o lado de dentro me aquecer, tomar um chá para voltar ao lado de fora e recomeçar o processo.

Quando já estava escuro, um rapaz num carro de luxo ao ver a minha placa para Viena deu um sorriso e mandou-me entrar no carro. Quase esqueci o meu ateísmo pra agradecer a Deus.

O cara era muito legal e fomos conversando por todo o caminho. Ele era ator de cinema e televisão, relativamente famoso, posteriormente mostrei a foto dele para uma garota de Viena e ela disse-me que era muito fã daquele cara. No final ele desviou-se do caminho para deixar-me na porta do lugar que ficaria hospedado.

Não, a carona não foi em um cavalo branco

A casa que eu ficaria era também da Elisabeth, o problema era que ela não estaria presente naquela noite, ou seja, ficaria sozinho no apartamento de uma pessoa que conheci no dia anterior, esse tipo de coisa só é possível graças a essa ferramenta maravilhosa que é o CouchSurfing. Ainda assim, achei uma droga.
Ficar sozinho naquela noite sem ter o que fazer foi bastante difícil, momento perfeito para o velho fantasma da solidão aparecer novamente. Mas esse fantasma já não me assusta mais, aprendi a conviver com ele, ainda assim, a solidão nos coloca em uma situação bastante incômoda. Mas na manhã seguinte me mudaria para outro lugar, cheio de gente.

Deixei o apartamento exatamente do mesmo modo que o encontrei, e segui para encontrar a Liza, uma estudante da Alemanha que vivia na Áustria, muito lindinha e simpática. Ela me emprestou uma bicicleta para rodar a cidade, na qual passei a tarde toda. A coisa que mais me chamou atenção em Viena foi a feira de natal que estava rolando. Fiquei muito empolgado com os aromas do lugar e não me lembro de ter ficado assim desde as ruas de Fez.


Voltando mais tarde naquela noite, fomos para a noite, acabamos chegando atrasado ao encontro de uma amiga dela por minha culpa, já que resolvi tomar banho antes de sair. A noite foi muito divertida, iniciamos por um bar onde havia um grupo muito animado de mulheres fantasiadas. Havia uma de mulher gato que começou a puxar assunto conosco, as meninas ficaram falando que ela estava a fim de mim, mas poucos minutos depois a mulher gato começou a beijar outra mulher fantasiada de Elvis deixando, desta forma, claro de quem ela estava atrás.



Seguimos de lá para um Karaoke party, e tinha muita coisa legal rolando, chegou a nossa vez e as meninas decidiram cantar “Another one bites the Dust” do Queen, mas ninguém sabia a letra e o ritmo, conclusão, um trabalho muito mal feito.

No dia seguinte, em meu passei da cidade, encontrei uma americana que também ficaria hospedada conosco naquela noite. De imediato percebi que não rolou nenhuma química e quase preferia estar sozinho naquela tarde, mas ainda assim deu pra aproveitar um pouco, terminamos a tarde bebendo uma cerveja.


Voltando ao apartamento estava lá o Jay, o terceiro surfer que ficaria hospedado no apertado quarto da Liza .  Era um daqueles tipos super cool que são legais nos primeiros dez minutos, mas que logo se tornam cansativos. Ainda assim, era um cara que tinha muita coisa interessante pra contar. O papo foi regado a várias caipirinhas que fiz, o que me rendeu um convite para a festa  de aniversário do Jay em Paris.

Na manhã seguinte, descobri que ocorreria em 10 dias um show de dois músicos do Angizia, uma banda que sou fissurado desde há muito tempo. Achei um voo bem barato saindo de Bratislava (menos de uma hora de Viena) para Paris dois dias após o show, restava saber o que fazer nesse meio tempo. A resposta veio fácil: Rush Travelling, explico no próximo post.

Skopie: Uma moderna cidade das antigas.

4 de setembro de 2011


Os primeiros minutos em uma cidade nova é um momento muito especial. Afinal, acabamos de chegar em um lugar que nunca sequer olhamos no mapa e sem conhecer o básico da cidade não sabemos nem por onde começar, e essa que é a graça do negócio.
Bom, comecemos pelo básico perguntando e, claro, ninguém fala inglês. Arrumamos um taxista que nos deu informações básicas de onde ficava o hostel que queríamos. E seguimos.
Skopie é uma cidade cheia de monumentos gigantescos e majestosos. O maior e principal deles é do macedônio mais famoso de todos os tempos, Alexandre o Grande. Mas a minha lembrança daquele monumento não é nada agradável.

Quando chegamos nele, um grupo de pivetes nos cercou, pediam por dinheiro. Mas ficamos espertos e colocamos as mãos em nossas carteiras para evitar de sermos roubados. Os muleques eram insistentes e se tentavamos dizer não, davam tapas em minha mão (??). No final quando viram que não ia rolar nada, o mais folgado dele cuspiu em mim... Cuspiu em mim!!! Que FDP!! A minha vontade naquela hora era de correr atrás do muleque e enchê-lo de porrada, mas deixa quieto, preferi ver a situação pelo lado engraçado (qual?) e dei umas risadas.
O primeiro hostel estava cheio, mas o cara nos deu a indicação de outro que estava OK. O quarto cheirava a mofo e era muito feio. Valia pela companhia de uma francesa muito bonitona chamada Elise. Batemos um papo muito bom e acabamos saindo nós três para andar na cidade e tomar alguma coisa em algum lugar.
O legal era que a Elise já estava naquele hostel havia alguns dias então ela já conhecia todos os caminhos para os lugares interessantes. Ela nos levou no bairro turco em um lugar que foi no passado uma espécie de hospedaria para viajantes de alguns séculos do passado. Chegamos lá e ficamos de papo tomando um vinho.

A Elise não estava no clima para balada como eu e o Fred estávamos naquela noite. O problema é que não rolava de deixá-la ir sozinha para o Hostel, achávamos que iriamos para o hostel dormir, mas não foi o que rolou.
Chegando no Hostel, encontramos um grupo de jovens de vários países querendo sair para uma balada. Bem, deixamos a Elise no Hostel e seguimos de volta para o centro da cidade. Pegamos a indicação com um local sobre os lugares legais para ir, e encontramos sem querer um lugar dez vezes mais legal do que qualquer balada.
Andávamos na borda do rio quando ouvimos música tradicional, muita risada e isso atiçou a nossa curiosidade. Era uma festança cheia de macedônios felizes e bêbados cantando, dançando e se divertindo.

O pessoal sentou escondido lá no fundo da festa, e ficou tomando uma cerveja. Eu achei aquilo um baita desperdício de oportunidade. Arrumei uma mesa vazia bem no centro da festa e carreguei a galera (com a ajuda do Fred para o meio da festa). Bem, as fotos e os vídeos dizem por si só como nos divertimos.
Havia uma dupla na mesa ao lado com o qual puxei assunto e um deles, muito gente fina e bebaço, pagou várias rodadas para mim e para o Fred, nos ensinou a dançar como um típico macedônio. Foi muito legal.




Na volta a galera pegou um taxi enquanto eu e o Fred fomos caminhando.
No dia seguinte, nos despedimos da Elise que estava de saida. E acabamos saindo para uma volta na cidade com uma taiwanesa muito bonitona com a qual namorava o macedônio que pegmos infos no dia anterior. A idéia era andar pelas ruas que andamos na noite anterior.
A cidade misturava construções antigas com construções novas que imitavam antigas. Dava a impressão de a cidade ser um grande canteiro de obras. Ainda assim muitas coisas bonitas.




Mais tarde aconteceu algo inusitado. Estávamos assistindo um filme no computador acompanhado de algumas meninas e da linda cadelinha do hostel. Tudo normal quando uma das meninas pisa em algo estranho, acendemos as luzes e a nossa linda cadelinha testava com algo na boca e sumiu, deixando para trás muitas penas embaixo da mesa. Eu, claro comecei a dar gargalhadas enquanto as meninas faziam cara de nojinho.

De noite, fomos para uma balada com duas meninas que estavam na balada do dia anterior. Mas estas eram duas sacanas. Chegando na balada disseram que tinham saído sem nenhum dinheiro... Como assim? Que tipo de idiota sai ara a balada sem levar dinheiro? Para não ter que voltar, pagamos mas iríamos cobrar no dia seguinte e foi o que fizemos. A balada teria sido muito legal sem essas duas, conhcemos uma turma de locais bem legais, mas no final ainda tínhamos uma certa responsabilidade com as duas que estavam com a gente.
Eu e o Fred, nos divertindo para variar!

As Espertinhas!

Duas garotas da Macedônia!

Bem, no dia seguinte nos despedimos de todos, inclusive das duas espertinhas do dia anterior. O destino agora seria Sofia na Bulgária.

De Skopie à Sofia:

Chiclana de la Frontera: Muito mais da Espanha

5 de maio de 2011

Saindo do Cabo de São Vicente, fiz escala em Lagos e de lá saí direto para Chiclanna de la Frontera, uma viagem de pouco mais de 10 horas, demorada mais do que o necessário devido às diversas paradas.
A Espanha é, na verdade, país com um amontoado de diferentes culturas, existem os Castelhanos, Catalães, Bascos e Andaluces. A Região de Andaluzia, onde fica Chiclana, é onde encontramos as tradições mais conhecidas internacionalmente como sendo tradição Espanhola, entre as mais conhecidas estão as touradas e o flamenco.
Encontrei aqui a Karina, uma prima em primeiro grau que mora na Espanha há quase 22 anos. Nos conhecíamos apenas por Internet, já há uns 3 anos, nunca nos vimos pessoalmente, este era, portanto, um encontro há muito esperado. O plano era ficar alguns dias com ela e com seus dois filhos, Álan (11 anos) e Lucca (9 anos), dois levados garotos que entendem português mas tem no castelhano a sua primeira língua.

A Karina e seus dois garotos vivem em um confortável apartamento, grande o suficiente para me receber sem grandes preocupações.
Cheguei em uma quinta-feira à noite, na sexta fomos com as crianças a um parque, um programa bastante calmo, calmo pois no dia seguinte o plano era de muita agitação. Primeiro um show de um amigo brasileiro da Karina e depois balada.
Neste passeio, acompanhou-nos a Bella (que até agora não conssigo pronunciar direito) uma espanhola animadíssima que além de dançar como doida se diverte fazendo duetos com a Karina daquela música "Tou nem aí" com um sotaque que entrega a sua não brasilianidade. A Balada foi inteiramente gratuita, graças aos ótimos contatos que a Bella tem. Ah, esqueci de dizer, a Bella é MUITO gata.
No domingo, a programação era mais tradicional: Tourada!!! O próximo post vai ser sobre isso.
Durante a semana, a Karina trabalha e as crianças a deixam louca para ir à escola. Aproveitei para ir a Cádiz, uma cidade praiana a alguns quilometros de Chiclana, que além da bela paisagem possui parques e praias bem legais.



Aproveitei também a semana para ir à praia. Detalhe importante das praias espanholas, quase todas as mulheres fazem Top Less... Para nós, homens brasileiros, que não estamos acostumados com toda essa liberdade, é difícil não fazer aquela cara de UAU, mas depois do décimo, a gente já se acostuma. Que me desculpem os leitores mais animados, mas não tirei nenhuma foto.



Fui até a Praia de Sancti Petri, que tem esse nome devido ao castelo com o mesmo nome, localizado em uma ilha bem em frente a esta praia. Neste castelo, existe o Templo de Hércules que, segundo a lenda, é o lugar onde Hércules foi enterrado. O castelo é tão perto que é possível chegar lá tranquilamente a nado, só não o fiz por dois motivos: a água é muito gelada e eu não estava com trajes próprios ao banho.
Trajes impróprios para banho.

Poseidon

No dia seguinte, quarta-feira, fui acompanhar o Guillermo, radialista amigo da Karina, a um debate na Câmara dos Vereadores de Chiclana, sim, falta do que fazer, mas foi bem interessante nos momentos que eu estava acordado. Política é a mesma em todo lugar... Os partidários do governo concordam com tudo, os da oposição discordam de tudo, parece que nem prestam atenção no que é dito.

Na sexta a noite teve um show de Copla, um estilo característico de música espanhola que possui, em geral letras tristes e melancólicas que me lembrou muito o fado português.

Mas o melhor da noite foi o grupo de dança flamenca, foi demais.

No sábado, teve festa na casa da Karina, fui comprar com o Claudio, um chilenno muito gente fina, os ingredientes para o "Completo", um cachorro quente com um ingrediente muito inusitado, pasta de abacate, pior que é bom pacas. Infelizmente, a festa aconteceu no mesmo momento que aconteceria um show de flamenco, eu tinha que ir...


O flamenco é, além da conhecida dança, um estilo musical muito característico. Muito parecido com os famosos Gipsy Kings, e neste show que fui, estava tocando um dos mais conhecidos guitarristas de flamenco: Paco Cepero, é, eu também não conhecia, mas a casa estava cheia e a apresentação foi fantástica.. Abaixo um trecho que gravei.

Aproveitei pra tirar uma foto com os caras, muito legais, aliás.
Paco me contando como foi tocar em Copacabana há 5 anos.
Os trajetos:

O passeio em Cádiz


Sancti Petri e La Barrosa