Frustração e outras emoções: Roma!

22 de janeiro de 2012



Era uma viagem noturna de poucas horas entre Napoli e Roma, o trem ia praticamente vazio. Deixei minhas coisas no banco da frente, sentei e relaxei. Por um instante pensei que minhas coisas não estavam lá tão seguras, mas que isso? Estou na Europa. Quando acordei, surpresa, minha mala de mão está mais leve. Levaram o meu Laptop.

É difícil descrever em palavras o sentimento de frustração, raiva e arrependimento que senti naquele momento, mas tudo isso foi substituído pelo amargo sentimento de ter sido feito de bobo por um cara muito mais esperto.

Perder o computador sempre foi uma possibilidade que eu considerei e para evitar maiores transtornos eu sempre planejava fazer backup das coisas para ficar tranquilo, o problema é que eu sempre adiava esta ação, até acontecer o que aconteceu.

Junto com o meu computador, perdi todas as minhas fotos em alta resolução (tenho a maioria no Picasa em baixa resolução) e o mais doloroso, perdi todas as minhas rotas que religiosamente registrava com o meu GPS pessoal, essa foi de doer. Mas, a vida continua e poderia ter sido muito pior se tivessem pego a minha carteira, estaria sem dinheiro e sem ter como ter dinheiro.

Fui na delegacia e tinha um outro cara numa situação ainda pior que a minha, haviam roubado sua carteira e levado todos os documentos, dinheiro, etc. Agora ele não tinha nem como voltar para casa. E o mais interessante, ele estava no mesmo trem que eu. Quem quer que tenha me roubado, deve ter tido uma noite cheia.

Sai para localizar um hostel, não tive sucesso em nenhuma solicitação do CouchSurfing. Foram várias tentativas até achar um hostel com preço razoável (ainda que caríssimo pelos meus padrões).

Saí para fazer uma caminhada máster, o hostel era muito caro para mais do que uma noite, então aquele dia tinha que valer a pena. Fui a uma igrejinha super movimentada e que acabei não vendo nada demais. Só descobri depois que no cantinho que ignorei, havia nada menos que uma escultura de Michelangelo.


Voltei depois por esta estátua

Fui em seguida ao Coliseu que fica imponente quase no centro de Roma. É muito grande! Só ali, dá para se ter uma ideia do que representava o poder daquele império que mudou para sempre a história do mundo.

Julio Cesar

Caminhei em seguida até o Vaticano, centro do poder da Igreja Católica e com tantas obras de arte que parece estarmos em um museu. A entrada para a capela cistina era muito cara e deixei passar a oportunidade. Foi um dia bastante cheio onde conheci os principais pontos turísticos de Roma e estava bastante satisfeito.

Algum morto pro povo adorar.

Pietá de Michelangelo

Voltei ao hostel e utilizando o computador da recepção recebi uma mensagem da Silvia do CouchSurfing dizendo que apesar de não poder me hospedar, ela me daria entrada grátis para um espetáculo de “música estranha”, OK, parecia promissor. Chegando lá, conheci a Silvia, autora da mensagem, muito simpática e gentil, conseguiríamos conversar apenas depois do espetáculo que, aliás foi terrível, uma mistura de música esquisita com gente quebrando e moendo coisas no palco.

Saindo do espetáculo, conheci também a Cristina e fomos nós três tomar algumas cervejas.

Eu Cristina e Silvia!

Conversamos por horas e nos divertimos bastante, ao final, a Silvia me levou para ver a Basílica de São Pedro através de um buraco de fechadura uma visão única que só se pode ter ao lado de alguém que vive lá. Continuamos conversando e acabamos percebendo que ainda tínhamos muito que compartilhar, assim, ela acabou concordando em me hospedar em sua casa.

Assim, acabei estendendo a minha estada em Roma por vários dias. A Sílvia, excelente cozinheira, me deliciava com pratos simples e saborosos, além de quando possível me mostrar um lado muito diferente de Roma.

No primeiro dia, a visão que tinha de Roma era a de uma cidade que tinha pouco a oferecer além de um passado histórico rico com suas ruínas fabulosas. Porém naqueles dias com a Silvia, passei a ver Roma como uma cidade vibrante, cheia de cultura e oportunidades de entretenimento.


Acabei comprando outro computador, dependia dele para manter fotos, carregar rotas e ver filmes e séries nas horas vagas. Ficar sem computador deixava a viagem muito mais difícil. Pesquisei os melhores preços e acabei escolhendo um que atendia as minhas necessidades.

Conversei com o meu próximo host e acabei definindo a data da minha partida. Comentei com a Silvia e olhando em nossas agendas, percebemos ser possível nos encontrarmos novamente na Bélgica, nos despedimos com esse plano.

Tomei o resto do dia tendo um chá de cadeira até a noite, quando saía o trem para Lovere. No processo conheci um moçambicano que fazia intercâmbio na Itália e demos uma caminhada juntos.

No trem, iam quatro pessoas em uma cabine com espaço suficiente para três pessoas viajarem confortavelmente. Tinha um cara folgado que ficava colocando o pé em cima de mim até chegar a hora de eu jogar a perna dele longe.

Desta vez eu não vacilei e segui abraçado com minha mala até o final.

A costa Napolitana!

6 de janeiro de 2012



A balsa chegou na manhã seguinte em Brindisi, achamos um café com internet e planejamos os próximos passos, iríamos para Napoli, e havia um ônibus saindo de Bari. Podíamos ir de trem, mas a maioria preferiu seguir de carona, dividimo-nos em três casais, a minha parceira foi a Charlie, uma britânica com espírito aventureiro, viajava sem um tostão no bolso (depois falam que eu sou corajoso).



Andamos até uma saída e começamos o processo, no total foram três caronas e uma caminhada de meia hora até chegarmos em Bari. Havíamos marcado um ponto de encontro e ao chegarmos, não encontramos ninguém por lá, conclusão óbvia, fomos os primeiros a chegar: Yeah! Campeões de Hitch-Hiking. Meia hora depois encontramos o resto do pessoal, já tinham chego há várias horas, dois deles vieram de trem, outros dois conseguiram uma única carona por todo o percurso.

Depois de comer um lanche seguimos até a parada do ônibus para Napoli onde conhecemos uma italiana bonitona e faladeira. Sentou conosco no fundo do ônibus onde continuou o papo conosco, não demorou até o cheiro dos meus companheiros (que não tomavam banho há três semanas) começar a empestear o ambiente. A italiana que não é de ferro, mudou de lugar para bem longe de todos nós.

Em Napoli os caras decidiram ficar em um hostel, eles já não aguentavam o cheiro de si próprios. O hostel que encontramos era bem aconchegante e tinha um café da manhã excelente. Havia três brasileiros em meu quarto. É impressionante como sentimos falta de falar a nossa própria língua, pior ainda é ver o quanto estou trocando e esquecendo palavras em português, substituindo-as pelo equivalente em inglês, que tem sido a língua padrão do dia-a-dia.

Saímos para explorar a cidade na manhã seguinte. Explorar uma nova cidade da companhia de gente interessante é renovador, afinal, podemos compartilhar nossos pensamentos e impressões e recebemos outros em troca, no final, a experiência é mais enriquecedora.






A cidade de Napoli chama a atenção por suas portas enormes, deixando a impressão que todos os napolitanos esperam um caminhão em suas garagens. Além disso, se vê em todo o lugar que se olha alguma pizzaria boa e barata, conclusão óbvia: Comi pizza em todas as refeições que fiz em Napoli e, sinceramente? A Pizza de São Paulo é melhor. Pronto, falei!

Voltando ao hostel, conheci uma alemã que saiu de casa, cruzou os alpes e chegou ao sul da Itália, tudo isso caminhando, À PÉ por dois meses (depois falam que eu sou corajoso).

No dia seguinte, meus colegas sairiam para Roma, eu decidi ficar por mais aquele dia, quando iria fazer um tour ao redor do monte Vesúvio. Inicialmente, após errar o trem, fui parar em uma cidadezinha que parecia nunca ter visto um turista antes, contava, é claro, com uma igrejinha no centro da cidade e com algumas opções de cafés, escolhi um e aproveitei.



De lá segui viagem para Pompéia, uma grande cidade nos tempos de Roma, destruída por uma erupção do Monte Vesúvio. As cinzas cobriram a cidade com uma grossa camada de cinzas que conservou as estruturas da cidade de uma forma que realmente impressiona. Outra coisa conservada pelas cinzas eram os corpos de algumas pessoas em suas tentativas desesperadas de se salvarem das cinzas quentes que caíam do céu. Sua dor e angústia ficaram registradas nas estátuas do Jardim dos Fugitivos.





Tentei, em seguida, ir à Costiera Amalfitana, um lugar que pelas fotos devia ser de tirar o fôlego... Mas não rolou, chegando a Sorrento descobri que a estrada estava fechada, decidi ficar naquela cidade mesmo que era bastante turística, e não sem razão, era de um charme tremendo. Com paredões de rochas enormes que se curvavam a um mar de águas claríssimas que convidavam para um banho, talvez na próxima.




Minha última parada naquele dia, foi escolhida ao total acaso, eu tinha algum tempo e desci na primeira parada após essa sábia conclusão. A cidade foi Ercolano, que tinha poucos atrativos para turistas normais, mas era um depósito de descobertas interessantes para um viajante como eu.

O Monte Vesúvio




Em vilas pequenas como essa, pode-se ter uma ideia do ritmo de vida das pessoas do sul italiano. Igrejinhas, ruas estreitas e um por do sol no campo de flores. Antes de voltar para o trem, claro, uma parada para um café.

Na Itália, o café é uma obra de arte para o paladar. Existem diversos tipos e soa como perda de oportunidade pedir apenas um... “café”. Decidi, portanto escolher um diferente: Caffe Correto. Eu nunca havia sido um apreciador de café até aquele momento. No Brasil quando todos tomavam café, eu pegava um chocolate, mas naquele momento com aquele café expresso forte com uma pequena dose de Bailey’s, o meu ponto de vista sobre o sabor amargo do café mudou, era delicioso.

Voltei para o hotel e fiquei enrolando até dar a hora de sair, algo como 3 h da manhã, seguiria de trem para Roma.

Grécia: passagem relâmpago, mas que valeu!

17 de dezembro de 2011


Depois de quase três meses, estava eu de volta à Europa. Ainda restava uma leve preocupação com a minha entrada na área de livres fronteiras, mas a entrada foi bastante tranquila a não tive nenhum problema. Era um alívio estar de volta à Europa, cidades limpas, organizadas e, o mais importante, sem vendedores para me tirar a paciência. Só havia um problema, preços europeus e, ainda assim, a Grécia é um dos países com os melhores preços.

Desta vez me planejei com antecedência e entrei em contato pelo CouchSurfing com uma garota que vive em Atenas e que poderia me hospedar. O apartamento era super pequeno, porém com uma varanda enorme com uma vista magnífica. A Irina, era uma estudante de fotografia vinda, através do Erasmus (programa europeu de Bolsas de Estudo), da Bielorrússia.

Com ela fui ao Parthenon e no museu arqueológico da Grécia. Apesar de todo o apelo histórico, e da importância daqueles lugares, não fiquei muito empolgado.



Sinto falta daquela excitação por novos lugares que marcou os meus primeiros meses de viagem. Hoje em dia, mesmo diante de uma das maiores obras da arquitetura antiga, fiquei mais interessado nas aulas grátis de composição fotográfica, que a Irina me deu, do que no lugar que estávamos.


A Irina era um tipo meio esquisito. Estávamos andando pelas ruas, quando vimos alguns restos de pão de gergelim (Típico da Grécia) jogados no lixo. A Irina parou e comentou que não conseguia ver comida sendo jogada fora os guardou para dá-los a um desabrigado alguns metros à frente. Eu fiquei sem saber o que dizer diante de tamanho desrespeito com o desabrigado que achava que recebia comida de qualidade e não restos de lixo.


Fiquei mais uma noite em seu apartamento e segui viagem na manhã seguinte. Na despedida a Irina separou algumas frutas e pão (lembrei do dia anterior) joguei quase tudo fora.

Ainda não tinha rumo. Abri, portanto o guia, e acabei decidindo ir para Lamia, a cidade mais próxima das Termópilas, local lendário onde Leônidas e seus trezentos soldados espartanos enfrentaram as tropas persas muito mais numerosas. Recebi uma resposta positiva da Niki do CouchSurfing, e depois de tentar pegar carona por algumas horas, segui viagem de trem.

Cheguei em Lamia bastante tarde e quando estava começando a me preocupar em como entraria em contato com ela, lá estava ela a me esperar ao lado da estação de trem. Eu era o seu primeiro hóspede pelo site, e ela estava toda animada mostrando uma hospitalidade que não é nada comum de se ver.

Enquanto seguíamos para a sua casa, ela comentou de um grupo de viajantes que estava acampando na praça principal da cidade e que queria conversar com eles. Chegando lá, já fui me apresentando e encontrei um grupo daqueles viajantes ultra budget. Iriam dormir na praça, pois queriam economizar em hostel. Estavam bêbados e fedidos, não tomavam banho há mais de três semanas. Eram 4 britânicos, 2 canadenses e 1 australiano, trabalhavam em uma ilha grega e agora dirigiam-se à Barcelona via Itália, tendo um trajeto muito parecido com o meu.

Achei tentadora a ideia de viajar com eles e aprender o máximo sobre como viajar com pouquíssimo dinheiro. Meu budget ainda tem alguma folga, mas essa lição seria importante para quando eu chegasse mais longe em minha viagem e quando dinheiro começasse a ser um problema. Ao final, acabei combinando de me encontrar com eles no dia seguinte.


Na casa da Niki, ela me preparou uma salada grega deliciosa e bastante rápida, utilizando pepino, tomate e queijo fetta, que parece queijo fresco mas tem um sabor muito mais forte. Ficamos trocando experiências de viagem, vendo fotos e acabamos indo dormir muito tarde. Fiquei preocupado com ela, afinal, ela teria que trabalhar e eu poderia dormir o quanto quisesse no ônibus. Nos despedimos na manhã nublada e fria do dia seguinte.


Encontrei a turma em um café e seguimos viagem. A primeira parada foi um supermercado conde compramos alguns vinhos. Pegamos um ônibus para Ioanina no caminho para Iogoumenitsa de onde saem as balsas para a Itália. A merda foi que eu acabei exagerando no vinho e lavei o chão do ônibus com a mistura estomacal resultante de todo o vinho que bebi, não foi legal. O pior veio depois quando o motorista veio cobrar pela limpeza, a conta: 90 €, eu achei caro, mas não estava em condições para negociar, ainda mais em Grego.


Já na hora da balsa, os irmãos canadenses não puderam seguir viagem, pois a garota perdeu o passaporte, dia desses? Não, já fazia meses. Baita vacilo que culminou com eles tendo que se separar do grupo. Bem, o clima ficou pesado, mas a viagem tinha de continuar, e continuará no próximo post.


O Vale do Nilo


Foi uma longa viagem até chegar em Luxor. Eu não sabia o que esperar de lá, lembrava de ter lido sobre o vale dos reis e de ter visto uma foto de estátuas enormes de faraós, além é claro, da fama daquela cidade, todos os que vão ao Egito falam das pirâmides de Giza, Luxor e Aswan.

Eu peguei com uma chinesa no hotel do Cairo, a dica de um hotel em Luxor, ficava bem localizado e era bem baratinho, o equivalente a 2,5 € (uns R$ 6) por um quarto individual, pois é, esses são os preços do Egito. Era cedo ainda, então decidi sair para andar.

Tentei alugar um cavalo mas não rolou, muito caro, quase duas diárias de hotel para uma hora de cavalgada (palhaçada né?). Os taxis queriam cobrar uma fortuna para me levar até o ponto de venda de tíquetes, acabei pagando 20 vezes menos em um ônibus local.

Peguei a dica com um Australiano e comprei um tíquete para as ruínas de Medinet Habu, eram enormes e muito bem conservadas, considerando-se a idade de mais de 3 mil anos.




De lá segui para o vale dos reis. Uma van local queria me cobrar o equivalente a duas diárias de hotel para me guiar pelos 7 quilômetros até a entrada do vale dos reis. Tentei negociar enquanto o carro já estava em movimento, assim, o trajeto ia diminuindo e, como não chegamos em um acordo, eu mandei ele parar e eu desci. Havia um grupo de artesãos bem próximos de onde eu estava, e eles me chamaram para sentar com eles.

Foi uma experiência interessante ver a mudança de comportamento deles do típico comportamento de vendedor que me viam apenas como um turista endinheirado para o comportamento gentil e hospitaleiro depois de ouvirem sobre minha viagem na Palestina, Israel e Síria. Convidaram-me para o almoço e ainda me deram uma carona até o Vale dos Reis.


Achei o Vale dos Reis um lugar muito sem sal. Trata-se apenas de um monte de cavernas sem graça com algumas pinturas na parede (nada de surpreendente, ainda mais considerando-se o que eu já vira na ruína anterior), só chama um pouco a atenção as cores que continuam vivas, mas não vale o preço que se paga (umas  4 diárias de hotel). Ainda cobravam uma taxa extra para ver a tumba de Tutankhamon (que eu deixei passar).



Fiquei mais um dia em Luxor apenas por queria ver Karnak, esse lugar sim, valia muito a pena. Obeliscos e ruínas enormes que superaram todas as minhas expectativas (que estavam baixas depois do Vale dos Reis).





Na saída, um cara queria me cobrar uma diária de hotel por um sorvete. O cara era um fanfarrão.

Naquele mesmo dia, peguei um trem para Aswan cheguei meio tarde por lá e saí à procura de quartos tão em conta como aqueles de Luxor, demorou mas encontrei. Fiz também uma negociação bastante bem sucedida (considerando o preço que vi outro cara pagando depois) para ir até as Ruínas de Abu Simbel, que foram transferidas para um lugar mais alto durante a construção de uma represa. O ônibus saia umas 5 da manhã então eu quase não dormi naquela noite.

Chegando lá, era exatamente o lugar que eu havia visto em uma foto e não sabia onde era. O local foi construído em homenagem ao faraó Ramsés II. Reparem na estátua quebrada, isso aí é obra de um terremoto pouco depois de ter sido construída.





No dia seguinte, me juntei a um coreano para visitar alguns lugares que ficaram faltando, mas a viagem foi uma bosta, todos os lugares totalmente sem graça e que se tratavam apenas de uma armadilha para levar alguns trocados de pobres viajantes como eu.




Bem, eu já estava muito mais do que satisfeito com tudo o que vi no Egito, vi as pirâmides, ruínas e museus, porém, todas essas maravilhas eram ofuscadas pelo modo horripilante dos egípcios fazerem negócios. Eles são excessivamente chatos, e toda essa insistência para me fazer gastar já estava me deixando nervoso. E de tão nervoso que eu estava, comprei o mais cedo possível um vôo para fora do Egito, o país escolhido foi a Grécia.