As mesquitas de Istambul

16 de setembro de 2011



Segundo dia em Istanbul, resolvemos, sair eu e o Fred, para conhecer a cidade.
Istambul é a cidade com as mesquitas mais fantásticas que já vi. Existem duas principais a Hagia Sofia (Santa Sabedoria em turco) que é lindissima por fora e caríssima por dentro, para vê-la por dentro custava cerca de 10 €, oportunidade que deixamos passar. O outro edifício que chama atenção no centro de Istanbul é a Mesquita Azul, esta sim uma mesquita de verdade não cobra a entrada sendo, assim, acessível a pobres mochileiros como eu e o Fred.

Eu continuava sem câmera e por isso não tenho nenhuma foto daquele lugar, mas google images está aí para isso.
Mesquita Azul, by Google Images


Seguimos em seguida para o mercadão, onde podia-se compra todo o tipo de quinquilharia, coisa que os turistass adoram, mas nós, mochileiros experientes, sabemos como ignorar a tentação de comprar aquelas porcarias que todo mundo adora.
Saindo do mercadão, entramos em algumas ruas esquecidas pelos turistas de Istanbul onde pudemos apreciar as delícias da culinária local e que ainda não fora estragada pelo dinheiro dos turistas. Era um restaurantezinho, pequeno e escondido, forrado de turcos onde pudemos comer bastante por menos de 2 €.
Mais uma volta pelo centro e voltamos para o hostel, onde encontramos uma das nossas adoráveis britânicas que nos chamou para uma festinha na casa de um turco que elas conheceram.
O cara era um espertalhão, era dono de um café muito bonito e convidava todas as turistas bonitinhas para o último andar onde rolava uma festinha particular. As nossas britânicas perguntaram a ele se podiam chamar dois amigos e foi aí que que conseguimos acesso ao harém particular daquele turco espertinho.
Junto das britânicas estava uma americana de origem chinesa, com a qual conversei um pouco e logo em seguida chegou uma dupla de sérvias lindíssimas com a qual também conversei bastante, especialmente com a Marija, que além de falar espanhol era uma excelente companheira de copo.
Por fim terminamos em uma balada com toda a galera. Experimentei a temida Rakia, uma bebida a base de anis que quando misturada com água adquire uma aparência leitosa. Acabei tomando duas e quase fiquei a ver nuvens. No final, eu e a Marija acabamos nos perdendo do grupo e tivemos que pegar um taxi para o hostel, felizmente o hostel dela era na mesma rua que o meu. Nos despedimos com a certeza de que não nos veríamos nunca mais.
A minha câmera chegou no dia seguinte, e este também seria o último dia do Fred, resolvemos dar uma volta na Ásia, pegamos a balsa e meia hora depois estávamos no lado asiático de Istambul, que, de fato, não apresenta nenhuma diferença com o lado europeu do Bósforo.

Primeiro passamos por uma torre, muito bonita e com a qual esperávamos ter uma bela vista panorâmica da cidade, porém precisava pagar para subir e nenhum de nós estava muito a fim.
Decidimos então caminhar sem rumo por ruas estreitas pelas quais nenhum turista ousa ir. Haviam umas crianças jogando futebol na rua, eu quando falo que sou brasileiro todo mundo já espera Ronaldinho com uma bola, ledo engano. O Fred porém, tem mais familiaridade com uma bola no pé e resolveu brincar com a mulecada. No início eles ficaram desconfiados, mas quando viram que o Fred era legal se abriram em risadas e gestos de aprovação. Interessante ver como a língua do futebol é capaz de unir povos.

Voltando para o hostel fiquei de papo com uma brasileira enquanto o Fred foi dormir, ele precisava acordar por volta das 4:30.
Ao final acabei esperando o Fred enquanto atualizava minha vida cibernética.
Aquele seria um companheiro de viagem que deixaria muita saudade. Tínhamos pessoalmente muito em comum e como viajantes nos entendíamos perfeitamente. Tivemos muitos bons momentos juntos, muitas risadas e muitos bons papos.
Em Tirana

Puta frio no Lago Ohrid

Caminhamos até a fronteira com a Macedônia

Passeio de barco em Tivat

Valeu Fred, você fez dessa viagem uma experiência muito melhor!

No dia seguinte refiz algumas das rotas que havia feito com o Fred, porém agora estava munido de câmera e podia registrar alguns daqueles lugares maravilhosos.

De noite, peguei um ônibus com destino a Isparta, onde faria Couch Surfing.

Inferno astral em Istambul!

13 de setembro de 2011



Istambul, uma cidade ímpar. Agrega o Oriente e o Ocidente não apenas culturalmente mas também fisicamente, afinal, é em Istambul que pode-se chegar da Europa à Ásia apenas cruzando uma ponte ou pegando uma balsa.

O ônibus para Istanbul era algo fora do comum, vinha com telas individuais onde se podia assistir filmes (todos em turco), novelas, jogar vídeo-game e o mais importante, deixar desligada. Havia também serviço de bordo com deliciosas guloseimas e bebidas refrescantes.
Foi nesse ônibus que conhecemos um grupo de quatro britânicas animadíssimas que marcaria a nossa estada em Istambul. Katie, Andrea, Ruth e Jennie (faltou uma foto com elas, maldita câmera quebrada). Elas tinham reservado o mesmo Hostel que eu e o Fred havíamos decidido ficar, era o mais barato e tinha cafá da manhã incluso. Chegar lá foi uma tremenda aventura, caminhando por ruas desconhecidas em um país com uma língua ininteligível, pedindo informações em linguagem de sinais, enfim, chegamos ao bairro de Sultanahmet.
Mais uma para terminar de destruir o meu dia... Não conseguia sacar dinheiro nos ATMs. Assim essa era mais uma para a lista de merdas que estavam rolando:
1- Perdi acesso à minha conta de e-mail do yahoo (a mesma de uns 15 anos atrás).
2- Minha câmera continuava quebrada.
3- Não conseguia sacar dinheiro.
Assim, decidimos ir tomar um café com uma vista linda da cidade mas eu ali sem dinheiro para pagar o café (que ficou na conta do Fred), sem câmera para tirar uma foto daquele maravilhoso panorama e sem e-mail para ter notícias das pessoas. Oh vida cruel.

Mas enfim, chegamos ao hostel, e o Fred foi direto para a cama, eu, conforme planejado, saí em busca do reparo para aminha câmera, anotei o endereço da Sony, que ficava do outro lado da cidade (na ásia). Foi uma experiência muito interessante. Ninguém falava inglês, eu não falo turco, assim o melhor a ser feito era mostrar o papel para o povo e seguir as instruções.
Peguei o bonde, desci em um terminal e usando o mesmo procedimento localizei o ônibus que eu tinha que pegar em seguida. O Motorista muito prestativo me ajudou a comprar o cartão (estilo bilhete único de SP) para embarcar no ônibus. Desci em outro terminal, não tinha a menor idéia de onde estava. Tinha que pegar um outro ônibus, mas alí não tinha lugar para comprar cartão, e os ônibus não tem cobradores, ou seja: sem cartão não tem ônibus. Em linguagem de sinais, conversei com um comerciante que ficou sensibilizado com a minha situação e ele conversou com o motorista para me dar uma carona gratuita. Como nesse mundo existem pessoas legais, não é? Depois de mais algumas horas cheguei na Sony e para a minha surpresa, a manutenção seria gratuita e eu receberia a câmera no hostel. Melhor que isso impossível!
Bem, chegando ao hostel, liguei para a minha agente de câmbio e após uma transferência bancária e algumas horas, consegui colocar dinheiro no cartão VISA pré-pago que tenho. Assim resolveu-se o problema do dinheiro.
Por fim, tentei mais uma vez recuperar a minha conta do Yahoo que estava com problemas e desta vez eles corrigiram uma falha no sistema de recuperação o que me permitiu definir uma nova senha e finalmente acessar a minha conta.
Assim, o dia que começou péssimo com quase tudo dando errado, terminou da melhor forma possível, com uma cerveja, Narguile com excelente companhia, dinheiro no bolso e e-mail funcionando!

Varna: Dias de praia banhada pelo Mar Negro!

12 de setembro de 2011



Essa foi uma viagem noturna,  o que tem suas vantagens e desvantagens. O lado bom é que viajamos à noite, o que economiza uma noite de Hostel. O lado ruim é que não dá pra dormir muito bem e foi o que rolou.
Chegamos no Hostel e só poderíamos fazer o check-in depois das 11h, ainda não eram 8h, assim decidimos ir para a praia. Pegamos indicação e fomos até lá.
A praia ficava a uma boa distância do centro da cidade, fomos de ônibus. Estávamos com muito sono e mal esperávamos a hora de capotar ali mesmo.
O sol estava forte, e haviam várias opções de sombra. A melhor delas era uma cama de casal com cortinas e tudo mais. Perguntamos o preço, 14 liras,  equivalente a 2 € cada. Fechou. Escolhemos uma, e na hora de pagar o cara disse: "Não, é 40 liras". Aí fica caro, pegamos um guarda-sol mesmo.
Bem, apagamos na sombra do guarda-sol. O único problema é que o sol se move e tínhamos que acordar de tempos em tempos para mudar a posição. Bem, no final ficamos na praia até as 18h. Eu, claro, fiquei queimadaço, mesmo ficando só na sombra.
Chamou-me a atenção o fato de o Mar Negro ter a água muito pouco salgada se comparado com o mar Brasileiro. Se compararmos com o Mediterrâneo então... Um mergulho no Mar Mediterrâneo dá vontade de arrancar os olhos fora de tão salgada que é a água. Mas no Mar Negro, que de Negro não tem nada, o mar é claríssimo, pode-se ver os pés facilmente com a água pelo pescoço.

Chegando no Hostel, fizemos o Check-in e fizemos algumas amizades. A mais interessante foi com um grupo de inglesas que estavam ali de férias. O legal do hostel é que havia no subterrâneo um estúdio com bateria, guitarra, baixo etc. Só não rolava de fazer um som naquela hora pois já era madrugada. Ficamos então de papo com as meninas, apesar do terrível cheiro de mofo do lugar.
Um pouco mais tarde eu e o Fred saímos para a balada. Primeiro tomamos umas caipirinhas na beira da praia. Devo dizer que as caipirinhas eram bastante respeitáveis, não eram as melhores, mas superaram muito as minhas expectativas.
Conhecemos um local bebaço que disse (em linguagem corporal e grunhidos) que havia uma balada muito melhor, seguimos para lá. De fato, a balada era bem legal! MUITA mulher bonita, fiquei realmente impressionado. Pagamos a entrada para o local, mas chegando lá o cara ficva querendo que pagássemos as bebidas também, VSF.
No dia seguinte demos uma volta na cidade, comemos no McDonalds (como fizemos quase todos os dias) e arrumamos uma sombra para ler uns livros. Eu sou um leitor bastante rápido e terminei o livro City of Glass (Cidade de Vidro) de Paul Auster, uma história esquisitíssima de um autor que enlouquece ao dar uma de detetive.

De fato o dia foi mais de enrolação pois naquela noite seguiríamos para Istanbul.

Todas as fotos pelo Google Images (Câmera quebrada)

Câmera quebrada em Sofia!

8 de setembro de 2011

Chegamos por volta das dez da noite em Sofia, estávamos melhor localizados pois havíamos olhado o mapa da cidade. Ainda assim contamos com a ajuda de um local para chegarmos ao hostel.
No caminho, a última foto da minha câmera antes de ela quebrar:


Chegando lá, fizemos o check-in e fomos levados ao apartamento que ficava há algumas centenas de metros da central do hostel, junto de nós estava um casal de espanhóis que ficariam no mesmo quarto que nós.
O apartamento era super bem organizado com quatro camas em cada quarto. O segundo quarto era ocupado por um grupo de três jovens britânicas com a qual puxamos assunto e abrimos uma cerveja. Os espanhóis não se juntaram a nós e foram jantar. Havia um terceiro quarto, mas nunca vi quem estava lá dentro.
As garotas eram bastante simpáticas e divertidas, saímos do ap e fomos tomar algumas no bar do hostel, que ficava também fora da central. Arrumei um baralho onde aprendi alguns joguinhos interessantes. O cansaço bateu e decidimos seguir para o apartamento, eu e o Fred estávamos famintos, iríamos esticar a volta e comer algo, uma das garotas, visivelmente interessada no Fred, decidiu nos acompanhar. Procuramos por todo o tipo de fast food noturno, mas acabamos em um mercado comprando algumas porcarias rápidas para comer, incluindo pães, maionese e, claro, cerveja.
Ficamos mais algumas boas horas conversando antes de irmos dormir.
No dia seguinte havia a possibilidade de irmos pular de Bungie Jump, seria barato (cerca de 30 €) e poderia-se pular quanto quisesse. Acabamos não indo pois precisávamos de 6 pessoas. percebemos que o relógio estava atrasado e por isso acabamos perdendo o café da manhã e o Walking Tour gratuito.
Descobri que minha câmera havia quebrado, o mesmo problema do marrocos, a lente não abria completamente. O programa daquele dia seria, portanto, achar algum lugar apara arrumar a câmera. Fomos em vários lugares e nenhum resolveria o problema. Pelo menos acabamos conhecendo alguns pontos interessantes da cidade, porém, sem fotos para mim.

Chamava a atenção nas ruas, vários monumentos muito feios, lembrança dos tempos de comunismo.
Iniciou-se por volta das 18 horas o Walking Tour gratuito, um lance que vale muito a pena. Foi um percurso de umas três horas, duas a mais que o previsto onde conhecemos muitos dos lugares que fizeram parte da história de Sofia e da Bulgária.

Mais tarde naquele dia, pegamos indicação com o guia de um lugar para jantar e, após nos perdermos muito, fomos até lá. A comida era deliciosa e barata. Outra coisa que chamava muito a atenção do lugar era a garçonete bonitona.
Aliás cabe abrir aqui um parêntesis para falar das mulheres da Bulgária. Assim como na Suécia, é muito difícil ver nas ruas deste país uma mulher feia. É necessário procurar, pois a absoluta maioria delas é muito bonita.
Decidimos seguir viagem naquela noite. Estávamos com o sentimento de que não havia mais nada para ser visto por ali, estávamos com a agenda um pouco apertada (o Fred tinha vôo saindo de Istanbul para dali a 5 dias) e ainda havia uma cidade antes de chegar a Turquia.
O destino seria Varna, uma cidade banhada pelo mar negro.

Skopie: Uma moderna cidade das antigas.

4 de setembro de 2011


Os primeiros minutos em uma cidade nova é um momento muito especial. Afinal, acabamos de chegar em um lugar que nunca sequer olhamos no mapa e sem conhecer o básico da cidade não sabemos nem por onde começar, e essa que é a graça do negócio.
Bom, comecemos pelo básico perguntando e, claro, ninguém fala inglês. Arrumamos um taxista que nos deu informações básicas de onde ficava o hostel que queríamos. E seguimos.
Skopie é uma cidade cheia de monumentos gigantescos e majestosos. O maior e principal deles é do macedônio mais famoso de todos os tempos, Alexandre o Grande. Mas a minha lembrança daquele monumento não é nada agradável.

Quando chegamos nele, um grupo de pivetes nos cercou, pediam por dinheiro. Mas ficamos espertos e colocamos as mãos em nossas carteiras para evitar de sermos roubados. Os muleques eram insistentes e se tentavamos dizer não, davam tapas em minha mão (??). No final quando viram que não ia rolar nada, o mais folgado dele cuspiu em mim... Cuspiu em mim!!! Que FDP!! A minha vontade naquela hora era de correr atrás do muleque e enchê-lo de porrada, mas deixa quieto, preferi ver a situação pelo lado engraçado (qual?) e dei umas risadas.
O primeiro hostel estava cheio, mas o cara nos deu a indicação de outro que estava OK. O quarto cheirava a mofo e era muito feio. Valia pela companhia de uma francesa muito bonitona chamada Elise. Batemos um papo muito bom e acabamos saindo nós três para andar na cidade e tomar alguma coisa em algum lugar.
O legal era que a Elise já estava naquele hostel havia alguns dias então ela já conhecia todos os caminhos para os lugares interessantes. Ela nos levou no bairro turco em um lugar que foi no passado uma espécie de hospedaria para viajantes de alguns séculos do passado. Chegamos lá e ficamos de papo tomando um vinho.

A Elise não estava no clima para balada como eu e o Fred estávamos naquela noite. O problema é que não rolava de deixá-la ir sozinha para o Hostel, achávamos que iriamos para o hostel dormir, mas não foi o que rolou.
Chegando no Hostel, encontramos um grupo de jovens de vários países querendo sair para uma balada. Bem, deixamos a Elise no Hostel e seguimos de volta para o centro da cidade. Pegamos a indicação com um local sobre os lugares legais para ir, e encontramos sem querer um lugar dez vezes mais legal do que qualquer balada.
Andávamos na borda do rio quando ouvimos música tradicional, muita risada e isso atiçou a nossa curiosidade. Era uma festança cheia de macedônios felizes e bêbados cantando, dançando e se divertindo.

O pessoal sentou escondido lá no fundo da festa, e ficou tomando uma cerveja. Eu achei aquilo um baita desperdício de oportunidade. Arrumei uma mesa vazia bem no centro da festa e carreguei a galera (com a ajuda do Fred para o meio da festa). Bem, as fotos e os vídeos dizem por si só como nos divertimos.
Havia uma dupla na mesa ao lado com o qual puxei assunto e um deles, muito gente fina e bebaço, pagou várias rodadas para mim e para o Fred, nos ensinou a dançar como um típico macedônio. Foi muito legal.




Na volta a galera pegou um taxi enquanto eu e o Fred fomos caminhando.
No dia seguinte, nos despedimos da Elise que estava de saida. E acabamos saindo para uma volta na cidade com uma taiwanesa muito bonitona com a qual namorava o macedônio que pegmos infos no dia anterior. A idéia era andar pelas ruas que andamos na noite anterior.
A cidade misturava construções antigas com construções novas que imitavam antigas. Dava a impressão de a cidade ser um grande canteiro de obras. Ainda assim muitas coisas bonitas.




Mais tarde aconteceu algo inusitado. Estávamos assistindo um filme no computador acompanhado de algumas meninas e da linda cadelinha do hostel. Tudo normal quando uma das meninas pisa em algo estranho, acendemos as luzes e a nossa linda cadelinha testava com algo na boca e sumiu, deixando para trás muitas penas embaixo da mesa. Eu, claro comecei a dar gargalhadas enquanto as meninas faziam cara de nojinho.

De noite, fomos para uma balada com duas meninas que estavam na balada do dia anterior. Mas estas eram duas sacanas. Chegando na balada disseram que tinham saído sem nenhum dinheiro... Como assim? Que tipo de idiota sai ara a balada sem levar dinheiro? Para não ter que voltar, pagamos mas iríamos cobrar no dia seguinte e foi o que fizemos. A balada teria sido muito legal sem essas duas, conhcemos uma turma de locais bem legais, mas no final ainda tínhamos uma certa responsabilidade com as duas que estavam com a gente.
Eu e o Fred, nos divertindo para variar!

As Espertinhas!

Duas garotas da Macedônia!

Bem, no dia seguinte nos despedimos de todos, inclusive das duas espertinhas do dia anterior. O destino agora seria Sofia na Bulgária.

De Skopie à Sofia:

Ohrid: Um lago maravilhoso, paisagem dos sonhos!

2 de setembro de 2011



A aventura começa após a fronteira. A cidade de Ohrid fica a uns bons quilômetros de lá e a melhor opção era ir de carona. Resolvi desenhar uma placa, mas nem deu tempo de terminar, arrumamos uma carona logo de cara.
Era um grupo de albaneses e um deles trabalhou na Alemanha, o que possibilitou que ele pudesse se comunicar com o Fred. Posteriormente o Fred me disse que em determinado momento da conversa o cara perguntou se demos alguma coisa para o casal de italianos que nos dera carona, quando o Fred disse que esse não era o espírito de caroneiros, o cara fez cara de quem não gostou. Chegando em Ohrid, eles nos chamaram para tomar uma cerveja, o que aceitamos prontamente, e se provou um tremendo erro, pois no final o cara que falava alemão disse que esperava, após a carona que nos deu, que pagássemos pelas cervejas. Eu, o Fred ficamos putos, os outros dois caras que estavam com ele ficaram quietos, e no final eu falei para o cara: "Quer saber, pode ir embora que resolvemos aqui. Muito obrigado pela carona".
Não tirei foto daquele FDP, mas tirei foto da cidade.

Essa história derrubou um pouco os ânimos, mas não por muito tempo. Pois o desafio agora era encontrar o hostel no labirinto de ruas que era aquela cidade. Duas horas depois, contando com a ajuda de umas três pessoas e um iPhone, chegamos no hostel, que era bem simples mas aconchegante.
Na manhã seguinte acordei cheio de picadas de insetos, que no momento achei ser de mosquitos. Uma merda, mas tinha mais com o que me preocupar naquele momento.

Saímos para aproveitar o excelente clima. Havia um grupo de alemães (é eles estão em todo o lugar) com os quais resolvemos nos juntar. Era uma galera mais jovem (menos de 20) com os quais demos muitas risadas.


A primeira parada foi uma espécie de castelo no alto de uma montanha, o que nos dava uma linda vista panoramica da cidade. De lá vimos uma praia muito promissora e decidimos seguir para lá. Nos perdemos e fomos parar no centro da cidade (que era do outro lado), onde nos rendemos à fome e fomos no McDonald's que na Macedônia (pasmem), não tem batatas fritas. Finalizamos ainda com fome e comemos um Kebab, que pode ser encontrado em qualquer lugar ao que parece.
Terminamos o passeio com um mergulho no lago naquela praia escolhida no alto da montanha. Na falta do que fazer, roubei o livro do Fred e comecei a ler, o livro era Forest Gump, o mesmo do filme, mas aqui com muito mais detalhes e histórias hilárias. Terminei o livro no dia seguinte.

De noite fomos para um barzinho de blues, onde ficamos de papo com uma galera que, além dos alemães tinha também uma canadense (louca de cabelo rastafari) e uma alemã (claro).

Chegando no hostel descobri a nojenta origem das picadas. Era um inseto pequeno mas que na minha cama era bem numeroso. Tentei no começo ir me livrando deles, mas quando vi o quão numerosos que eram, desencanei e fui procurar outra cama. No dia seguinte avisei os caras do hotel e eles tentaram limpar, mas assim que terminaram, já podia-se ver insetos andando nas paredes.
Vale menção um irlandes que conhecemos naquele hostel que estava fazendo o percurso Irlanda - Índia de bicicleta. Pelo que ele falava, bem fácil e confesso que quase saí do hostel para uma loja de bicicletas, mas sem chances, prefiro o conforto de uma carona.
Bem no dia seguinte seguimos viagem para Skopie, capital da Macedônia. Iríamos de carona. Fizemos a placa, caminhamos até um posto de gasolina e esquema padrão: Placa com o destino, bandeira do Brasil, sorriso no rosto e vamo que vamo.
Pegamos carona agora com uma dupla (casal gay?) de Macedônios. Dessa vez estávamos um pouco traumatizados com o tratamento que tivemos na carona anterior e ficamos mais cautelosos. Para falar a verdade, eu estava extremamente cauteloso, até as balas que os caras deram para nós eu guardei (vai que tem sonífero e a gente acorda numa banheira sem um rim). Mas todo esse cuidado foi desnecessário, esses dois eram muito legais e chegaram até a pagar o almoço para nós em um restaurante na beira de um lindo lago.


Por fim, deixaram-nos próximo do centro de Skopie, uma cidade que prometia pouco mas que tivemos momentos muito agradáveis outros nem tanto, fica para o próximo post.


O roteiro da Última carona:

Abania mio Paese!

1 de setembro de 2011


Acordamos "cedo" naquele dia: 10 horas, e isso é cedo porque nunca acordáramos tão cedo neste hostel.
Tomamos o café da manhã aprontamos as malas e saímos para a estrada.
Estava um baita calorão de rachar, assim, o jeito era ficar abaixo de uma ponte que havia por alí, pelo menos rolava uma sombrinha. Bom a idéia era a seguinte: a Albânia ficava muito longe para esperarmos pegar uma carona direta. Não tínhamos muitas idéias de cidades no caminho, só sabíamos que a Albânia ficava no sul, e esta seria a nossa placa, melhor ainda se a placa estivesse escrita em montenegrino.
Fechou, deixei o Fred e saí para descobrir como se escrevia Sul em montenegrino. Fui na banca de jornal e óbvio, a mulher não falava inglês. Moleza, a minha linguagem de sinais e mímica, arte desenvolvida principalmente no Marrocos (vide este post), daria cabo facilmente. Desenhei uma seta, dentro de um círculo com um N na ponta. Apontei para o norte com a seta da bússola, e ela sacou o que eu queria dizer. Depois desenhei o S de sul e perguntei como era na língua dela, ela disse Zapad. Não contavam com a minha astúcia?
Excelente, voltei para o Fred, desenhei a placa e vamo que vamo. O Fred ficava com a placa e a bandeira enquanto eu tentava chamar a atenção dos motoristas com as minhas recentemente adquiridas habilidades malabarísticas.
Muita gente buzinava, mandava rizadas, beijos e outros ainda faziam um sinal muito curioso que não entendemos naquele momento... Apontavam para trás.
Enfim, ninguém parou o que fazer? Decidimos pegar um ônibus para Bar, uma cidade e não UM bar (o que não seria uma má idéia). Em Bar supostamente haveriam várias possibilidades. Legal. Chegamos lá, uma praia que parecia promissora e um baita trânsito. Excelente: o trânsito dava tempo suficiente para as pessoas simpatizarem conosco, pensarem e pararem.
Continuavamos com a placa dizendo "Sul" em montenegrino. Pessoas continuavam apontando para trás até que parou um carro perguntando para onde raios queríamos ir. Para o sul é claro apontando para a placa. Daí o cara disse: "OK, se vcs querem ir para o sul façam outra placa pois Zapad significa oeste". Rimos MUITO, afinal, agora fazia sentido o povo apontando para trás.
Outro evento que nos garantiu muitas risadas foi o fato de um carro ter parado a alguma distância. O Fred foi lá falar com eles e voltou super feliz, arrumamos uma carona para a Albânia! Excelente, pegamos a nossa mala e quando estávamos indo para o carro, eles foram embora. Provavelmente rindo muito por ter-nos feito de otários. E é, conseguiram até eu e o Fred rimos, depois de xingar muito é claro.
Não muito depois ouvimos um distante "Helo" e um homem de óculos acenando. O Fred foi lá falar com ele e dessa vez era pra valer. Eles eram um casal de italianos indo para Tirana, capital da Albânia! Muito excelente!


Seguimos com eles batendo um excelente papo. Ele, Michele (se lê Miquele) e esteve no Brasil a não muito tempo e, por isso, ele havia parado, se animou ao ter visto a bandeira do Brasil. Agora seguia acompanhado de sua adorável esposa Silvia para Tirana e depois para alguma praia no sul da Albânia.
Sem querer lançou uma frase que marcaria a  viagem e que deu nome a esse post. Acontece que há muitos imigrantes Albaneses no norte da Itália e sempre que tentam explicar qual o país de origem bradam com um orgulho nacionalista: "Albania mio paese" (do italiano: Albânia meu País). Agora estávamos na Albânia e infelizmente não parecia haver muito do que se orgulhar.
Fred, Michele e Silvia.


O trânsito é nada menos do que caótico. No último dia pegamos um taxi e juro que quase me caguei: o cara pegou contra-mão, estrada para bicicletas, quase atropelou pedestres, só faltou dar um cavalinho de pau.
Primeiro tentamos chegar no Hostel de várias indicações, mas o mapa desatualizado do Lonely Planet nos enganou e ficamos perdidaços. Perguntando (não me pergunte em que língua) para várias pessoas chegamos no hostel e ele tava lotado, mas o cara, que tinha cara de traficante mas muito gente boa, nos indicou outro que seria certo.
Chegamos lá, haviam vagas e já fizemos algumas amizades, o que nos garantiu um belo jantar com uma galera bem legal. Fora eu e o Fred, tinha outro alemão e cinco poloneses. Dos poloneses, tinham duas garotas que namoravam dois dos três caras que eram irmãos. Apesar do compromisso, uma delas gostou do Fred e ficou de papo com ele por todo o caminho, o que garantiu uma briga para ela.
No dia seguinte, resolvemos ver toda a cidade, que infelizmente não oferecia muito. A praça central estava completamente tomada por obras e ninguém trabalhando nelas (e não era domingo).




Bem, dadas as circunstâncias o melhor a fazer era seguir viagem, e o lugar escolhido seria o lago Ohrid na fronteira com a Macedônia.
Pegamos uma espécie de "carona paga" até uma cidade mais próxima da fronteira. O trânsito que é caótico na cidade é ainda mais assustador nas estradas. O motorista parecia um suicida, fazendo curvas na contra-mão a uma velocidade de dar um nó no estômago. Ah, e a mulher grávida ao lado. Depois de cruzarmos o terceiro acidente (batidas frontais) o cara pareceu sossegar um pouco mais.




Chegamos em Pogradec e caminhamos os 5 km que nos separava da fronteira. O destaque era o vento, que fazia o lago parecer um oceano com ondas violentas demais para um lago, e o excelente papo que eu e o Fred batemos durante a caminhada.




Outro lance que chamava atenção eram os bunkers que ficavam ao longo de todo o caminho. Aconteceram guerras aos montes naqueles lugares e os bunkers eram tão numerosos que pareciam fzer parte da paisagem local.





Atravessamos a fronteira à pé, e pegamos uma carona desastrosa até Ohrid, mas essa história fica para o próximo post.


O percurso até a Tirana na Albânia:




O percurso de Tirana até Ohrid: