Chegamos por volta das dez da noite em Sofia, estávamos melhor localizados pois havíamos olhado o mapa da cidade. Ainda assim contamos com a ajuda de um local para chegarmos ao hostel.
No caminho, a última foto da minha câmera antes de ela quebrar:
Chegando lá, fizemos o check-in e fomos levados ao apartamento que ficava há algumas centenas de metros da central do hostel, junto de nós estava um casal de espanhóis que ficariam no mesmo quarto que nós.
O apartamento era super bem organizado com quatro camas em cada quarto. O segundo quarto era ocupado por um grupo de três jovens britânicas com a qual puxamos assunto e abrimos uma cerveja. Os espanhóis não se juntaram a nós e foram jantar. Havia um terceiro quarto, mas nunca vi quem estava lá dentro.
As garotas eram bastante simpáticas e divertidas, saímos do ap e fomos tomar algumas no bar do hostel, que ficava também fora da central. Arrumei um baralho onde aprendi alguns joguinhos interessantes. O cansaço bateu e decidimos seguir para o apartamento, eu e o Fred estávamos famintos, iríamos esticar a volta e comer algo, uma das garotas, visivelmente interessada no Fred, decidiu nos acompanhar. Procuramos por todo o tipo de fast food noturno, mas acabamos em um mercado comprando algumas porcarias rápidas para comer, incluindo pães, maionese e, claro, cerveja.
Ficamos mais algumas boas horas conversando antes de irmos dormir.
No dia seguinte havia a possibilidade de irmos pular de Bungie Jump, seria barato (cerca de 30 €) e poderia-se pular quanto quisesse. Acabamos não indo pois precisávamos de 6 pessoas. percebemos que o relógio estava atrasado e por isso acabamos perdendo o café da manhã e o Walking Tour gratuito.
Descobri que minha câmera havia quebrado, o mesmo problema do marrocos, a lente não abria completamente. O programa daquele dia seria, portanto, achar algum lugar apara arrumar a câmera. Fomos em vários lugares e nenhum resolveria o problema. Pelo menos acabamos conhecendo alguns pontos interessantes da cidade, porém, sem fotos para mim.
Chamava a atenção nas ruas, vários monumentos muito feios, lembrança dos tempos de comunismo.
Iniciou-se por volta das 18 horas o Walking Tour gratuito, um lance que vale muito a pena. Foi um percurso de umas três horas, duas a mais que o previsto onde conhecemos muitos dos lugares que fizeram parte da história de Sofia e da Bulgária.
Mais tarde naquele dia, pegamos indicação com o guia de um lugar para jantar e, após nos perdermos muito, fomos até lá. A comida era deliciosa e barata. Outra coisa que chamava muito a atenção do lugar era a garçonete bonitona.
Aliás cabe abrir aqui um parêntesis para falar das mulheres da Bulgária. Assim como na Suécia, é muito difícil ver nas ruas deste país uma mulher feia. É necessário procurar, pois a absoluta maioria delas é muito bonita.
Decidimos seguir viagem naquela noite. Estávamos com o sentimento de que não havia mais nada para ser visto por ali, estávamos com a agenda um pouco apertada (o Fred tinha vôo saindo de Istanbul para dali a 5 dias) e ainda havia uma cidade antes de chegar a Turquia.
O destino seria Varna, uma cidade banhada pelo mar negro.
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Câmera quebrada em Sofia!
8 de setembro de 2011
Postado por
Bruno Teixeira
às
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Meknes: O dia que me tornei imã de mulheres.
6 de junho de 2011
Uma hora de atraso no trem de Casablanca para Meknes, perguntei para o segurança, seria o próximo, a placa eletrônica confirmava, o trem chegou, entrei, parada final: Trem Errado, tinha que ser comigo.
Mas naquele dia eu estava com sorte: A última parada do trem errado que eu peguei era uma das paradas do trem certo que eu deveria pegar. Mais meia hora de atraso e ele chegou lotadaço. A viagem foi tranquila, apesar de eu ter ficado de pé a maior parte das 2 horas.
Cheguei na estação de Meknes, uma caminhada de 1,9 km, moleza. Na parte em que eu estava, era uma cidade moderna como qualquer outra, todo o charme dela se concentra no centro, como todas as cidades marroquinas.
Cheguei no Hostel, lugar lindo, sem vagas. O cara só podia estar de brincadeira, liguei na noite anterior e me confirmaram reserva. Quebrei o pau, conseguiram um quarto de quatro camas para mim, todas elas vazias até o dia seguinte, que fui embora, isso porque não haviam vagas... Complicado.
Fui andar na cidade. Uma pequena caminhada até o centro, um lindo pôr do sol no caminho, palco perfeito para algumas fotos.
Parei para comer em um botecão, agora meu esquema é só esse, comida boa e barata nos lugares sujos, zuados e lotados de marroquinos. Logo em frente duas garotas, uma delas não tirava os olhos de mim. Excelente. Eu lá comendo e ela lá, dando sorrisinhos, fazendo gestos, até o namorado dela chegar, e pior quando saiu colocou a mão na minha nuca e disse "Bon Appetit", doida mesmo...
Ao terminar, continuei a caminhada até o centro da cidade. O lugar é imenso e majestoso, não à toa o local é conhecido como cidade imperial.
Parei para tirar algumas fotos, passou um grupo de garotas, sorrisinhos, comentários, todas olhando e se perguntando quem viria falar comigo... Caramba, o que acontece nessa cidade?
Enquanto o grupo discutia, do outro lado vieram duas amigas dando as boas vindas ao Marrocos e à cidade de Meknes. Logo em seguida chegou um bombadão, encrenca na certa, namorado de uma delas, já ia agradecendo e me despedindo quando a mais gatinha e simpática se despediu dos dois e se ofereceu para ser minha guia da cidade...
Seu nome era Camilia, 18 anos, estudante de economia. Me levou à rua onde morava e disse que pegaria uma blusa e já voltava, a alguns metros dali, eu a vi discutindo com uma mulher que parecia ser a sua mãe, na volta, estava acompanhada de sua prima.
Me levaram à uma rua da medina onde havia um vendedor, no qual ela comprou um pacotinho com o que pareciam ser sementes de girassol torradas, me deu de presente.
Seguimos andando por belíssimas paisagens.
Ela disse que iria pegar uma blusa em sua casa e já voltava, enquanto isso, me deixou conversando com sua tia, uma senhora muito simpática que, mesmo com muita dificuldade no inglês, conseguiu ser uma excelente anfitriã até que sua sobrinha voltasse.
Quando voltou, agora sem sua prima, sentamos em um banco e começamos a conversar. Não percebi nela nenhum pingo de vulgaridade e safadeza (como da menina do restaurante). Ela parecia um tanto quanto despretensiosa e inocente.
Conversamos um pouco de tudo, ela se mostrou bastante interessada em me explicar como funcionam as coisas do Islam, e ela, bastante devota, superava as suas dificuldades com o inglês para tentar justificar os absurdos da burca e de algumas proibições do islamismo. Ao final, tentava me convencer da validade e realidade do corão. Foi uma excelente conversa que, apesar de tudo, serviu para quebrar diversos preconceitos que eu, e quase todos aqueles de background cristão possuem sobre o Islam. Ficamos de nos reencontrar no dia seguinte, às 17h, o que não aconteceu. O porque no próximo post.
O itinerário de hoje:
Mas naquele dia eu estava com sorte: A última parada do trem errado que eu peguei era uma das paradas do trem certo que eu deveria pegar. Mais meia hora de atraso e ele chegou lotadaço. A viagem foi tranquila, apesar de eu ter ficado de pé a maior parte das 2 horas.
Cheguei na estação de Meknes, uma caminhada de 1,9 km, moleza. Na parte em que eu estava, era uma cidade moderna como qualquer outra, todo o charme dela se concentra no centro, como todas as cidades marroquinas.
Cheguei no Hostel, lugar lindo, sem vagas. O cara só podia estar de brincadeira, liguei na noite anterior e me confirmaram reserva. Quebrei o pau, conseguiram um quarto de quatro camas para mim, todas elas vazias até o dia seguinte, que fui embora, isso porque não haviam vagas... Complicado.
Fui andar na cidade. Uma pequena caminhada até o centro, um lindo pôr do sol no caminho, palco perfeito para algumas fotos.
Parei para comer em um botecão, agora meu esquema é só esse, comida boa e barata nos lugares sujos, zuados e lotados de marroquinos. Logo em frente duas garotas, uma delas não tirava os olhos de mim. Excelente. Eu lá comendo e ela lá, dando sorrisinhos, fazendo gestos, até o namorado dela chegar, e pior quando saiu colocou a mão na minha nuca e disse "Bon Appetit", doida mesmo...
Ao terminar, continuei a caminhada até o centro da cidade. O lugar é imenso e majestoso, não à toa o local é conhecido como cidade imperial.
Parei para tirar algumas fotos, passou um grupo de garotas, sorrisinhos, comentários, todas olhando e se perguntando quem viria falar comigo... Caramba, o que acontece nessa cidade?
Enquanto o grupo discutia, do outro lado vieram duas amigas dando as boas vindas ao Marrocos e à cidade de Meknes. Logo em seguida chegou um bombadão, encrenca na certa, namorado de uma delas, já ia agradecendo e me despedindo quando a mais gatinha e simpática se despediu dos dois e se ofereceu para ser minha guia da cidade...
Seu nome era Camilia, 18 anos, estudante de economia. Me levou à rua onde morava e disse que pegaria uma blusa e já voltava, a alguns metros dali, eu a vi discutindo com uma mulher que parecia ser a sua mãe, na volta, estava acompanhada de sua prima.
Me levaram à uma rua da medina onde havia um vendedor, no qual ela comprou um pacotinho com o que pareciam ser sementes de girassol torradas, me deu de presente.
Seguimos andando por belíssimas paisagens.
Ela disse que iria pegar uma blusa em sua casa e já voltava, enquanto isso, me deixou conversando com sua tia, uma senhora muito simpática que, mesmo com muita dificuldade no inglês, conseguiu ser uma excelente anfitriã até que sua sobrinha voltasse.
Quando voltou, agora sem sua prima, sentamos em um banco e começamos a conversar. Não percebi nela nenhum pingo de vulgaridade e safadeza (como da menina do restaurante). Ela parecia um tanto quanto despretensiosa e inocente.
Conversamos um pouco de tudo, ela se mostrou bastante interessada em me explicar como funcionam as coisas do Islam, e ela, bastante devota, superava as suas dificuldades com o inglês para tentar justificar os absurdos da burca e de algumas proibições do islamismo. Ao final, tentava me convencer da validade e realidade do corão. Foi uma excelente conversa que, apesar de tudo, serviu para quebrar diversos preconceitos que eu, e quase todos aqueles de background cristão possuem sobre o Islam. Ficamos de nos reencontrar no dia seguinte, às 17h, o que não aconteceu. O porque no próximo post.
O itinerário de hoje:
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Bruno Teixeira
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18:22
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